O Colibrino nasceu com uma ideia simples: tornar a tecnologia assistiva mais acessível para mais pessoas. Hoje, você pode montar o seu próprio mouse de cabeça, com peças fáceis de encontrar e um passo a passo direto ao ponto. Tudo pensado para funcionar bem de verdade no dia a dia.
Monte o seu Colibri em casa
Aqui, você também conhece a história por trás dessa solução que vem ampliando a autonomia de pessoas com limitações motoras.
Superando barreiras, na prática
Tudo começou com um desafio real: ajudar Mikael, então com 8 anos, que nasceu com artrogripose. Sem movimentos nos braços e com mobilidade reduzida nas pernas, ele encontrou formas criativas de usar o celular, jogando com a boca e a língua.
A partir dessa necessidade, surgiu a primeira versão de um mouse de cabeça. Era um protótipo simples, cheio de fios e ajustes a fazer, mas já apontava um caminho promissor.
Depois de testes, melhorias e muito desenvolvimento, o dispositivo começou a transformar a rotina do Mikael. Ele passou a jogar online com os amigos e interagir com mais liberdade, podendo conversar enquanto jogava, o que antes era impraticável.
Esse foi o ponto de partida para o que hoje se tornou o Colibri: um mouse de cabeça sem fio, preciso e acessível, pensado para inclusão digital de verdade.
Colibrino: faça você mesmo
Com o avanço do Colibri, surgiu uma nova pergunta: e se mais pessoas pudessem construir sua própria versão?
Assim nasceu o Colibrino: um projeto aberto que combina a ideia do Colibri com a plataforma Arduino, conhecida por ser simples e acessível para quem quer criar hardware.
Com essa proposta, qualquer pessoa pode entender melhor a tecnologia por trás do Colibri, montar sua própria versão com componentes acessíveis e ainda adaptar ou aprimorar o projeto conforme suas necessidades.
O projeto inclui:
- lista completa de peças
- instruções de montagem
- código-fonte disponível on-line
Depois de montar, basta carregar o código no dispositivo. E pronto!
Aberto, acessível e em evolução
O Colibrino foi criado para democratizar o acesso à tecnologia assistiva. Ele entrega um desempenho sólido e cumpre bem sua função, com a principal diferença de ainda utilizar fios, ao contrário do Colibri.
Mais do que isso, ele também abre espaço para colaboração. Qualquer pessoa pode estudar o código, modificá-lo e propor melhorias.
Essas contribuições ajudam a evoluir não só o Colibrino, mas também o próprio Colibri ao longo do tempo.
Como resume um dos desenvolvedores do projeto:
“Poder construir uma ferramenta dessa é dar a voz e oportunidade às pessoas que também estão aí precisando e que podem contribuir tanto quanto eu pra esse universo, mas que estão limitadas pelo corpo, pelas limitações físicas.”
Bruno Chavesum dos desenvolvedores do projeto
Comece agora
Se você quer aprender, construir ou simplesmente explorar novas possibilidades em acessibilidade, o Colibrino é um ótimo ponto de partida.
